Arquivo de Janeiro, 2011

Eis que surge o café…

“Do punhado de sementes e de algumas mudas de café trazidas da Guiana Francesa para o Pará, em 1727, pelo oficial português Francisco Melo Palheta, aos revolucionários estudos do Genoma do Café, desenvolvidos nos centros de pesquisas científicas brasileiros, passaram-se 283 anos. Apesar do longo período, e mesmo sendo um dos hábitos mais antigos da humanidade, o café não para de surpreender por sua vitalidade produtiva e pela capacidade de se manter sempre moderno e prazeroso.”

Cafés do Brasil

Há cerca de trezentos anos, o café tem sido uma bebida popular em todo o mundo civilizado, mas pouco se sabe sobre a maneira exata como foi descoberto. Talvez você tenha ouvido algumas lendas antigas sobre cabras pastando nas montanhas, comendo os frutos do cafeeiro, e em seguida dando cabriolas devido às propriedades estimulantes do café.

Existem outras narrativas que falam sobre um fanático religioso expulso de Moca que se refugiou nas montanhas da Arábia. Ele provou alguns frutos estranhos que cresciam num arbusto. Como eram amargos, ele tentou melhorar o sabor tostando-os sobre o fogo. Isso os tornou quebradiços, e ele tentou amolecê-los na água, e quando a água na qual os grãos estavam imersos se tornou marrom, este Sr. Omar (pois este era o seu nome) bebeu e descobriu como aquilo era bom e revigorante. Isso foi lá pelos idos do século treze. Muito antes disso o café crescia à vontade na Abissínia.

 

detalhe dos frutos de um pé de café

O café, até o final do século dezessete, vinha totalmente da Arábia e era conhecido como Moca, o nome da cidade de sua origem. Mais ou menos naquela época, espertos mercadores holandeses, percebendo a crescente demanda e as perspectivas de um novo comércio, induziram seu governo a experimentar a plantação de café nas possessões das Índias Orientais Holandesas. O governador da Ilha de Java distribuiu sementes em várias partes da Ilha e devido à fertilidade do solo e as condições climáticas favoráveis, logo as plantas se desenvolveram. De Java, o café espalhou-se para as Índias Ocidentais e finalmente para a América do Sul e Central, onde o clima era particularmente propício ao rápido desenvolvimento do cafeeiro. Ali o seu cultivo foi feito de maneira extensiva, até agora, e provavelmente 90% de todo o café cultivado vem do Hemisfério Ocidental.

Assim o centro da produção se mudou do antigo mundo para o novo e, com um começo promissor, o café atualmente é uma das produções mais rentáveis do comércio mundial. O consumo chega a 2 bilhões de quilos, dos quais cerca de 57% são fornecidos pelo Brasil. Os Estados Unidos lideram como país consumidor de café, com cerca de metade de toda a quantidade consumida mundialmente. O consumo per capita excede 7 quilos por ano.

O cafeeiro é plantado com as sementes totalmente amadurecidas, selecionadas com esta finalidade. Quando as mudas atingem trinta centímetros de altura, são levadas para a plantação e dispostas em fileiras, com três metros de distância entre elas. Quando estão totalmente crescidas, atingem a altura de 3 metros ou pouco mais.

Cada arbusto produz anualmente até um quilo e meio de café, depois do quarto ou quinto ano. Os cafeeiros podem produzir até os 100 anos de idade, mas seu período mais produtivo vai do 5º ao 50º ano. A folhagem é de um verde escuro brilhante. As flores são pequenas em formato de estrelas, perfumadas, e crescem em cachos.

 

Da Arábia para o mundo

No Brasil, a planta se adaptou melhor na região sudeste, onde é mais largamente produzida. A região do vale do Paraíba, em São Paulo, foi por muito tempo a grande produtora em território nacional. Dali, o café passou a ser produzido em larga escala em outras localidades.

Hoje, o Brasil é líder mundial em exportação do café, sendo o responsável por cerca de 1/3 de toda a produção mundial. Sua produção diversificada – já que o aroma e o sabor do grão dependem diretamente da região e das condições do solo e cultivo existentes – enriquece o mercado com variedades diferentes e muito saborosas da bebida. Nossos cafés chamam a atenção lá fora, onde ganham mais destaque e prestígio a cada dia.

Viva o bendito colono que decidiu introduzir mudas de coffea arabica no Brasil. Mal sabia ele que, ao transpor mudas da Guiana Francesa para o Brasil, estaria dando início a uma revolução econômica e a um salto no paladar do brasileiros, e do mundo.

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John Butler Trio – Ocean

John Butler Trio é uma banda roots da Austrália que mistura muitas batidas e tipos de sons diferentes. O cara do violão dá um show a parte, esbanjando técnica e habilidade com seu violão de 12 cordas, como mostra a apresentação da música Ocean acima. É um som bem diferente, porém agradável aos ouvidos.

Imagem da turnê de 2010

John Butler é o nome do vocalista e violonista. O grupo existe desde 1998 e sua formação original contava com Jason McGann na bateria e Gavin Shoesmith no contra-baixo. A partir de 2009 houve uma mudança na formação, com a saída de Gavin e Jason para a entrada de Nicky Bomba (bateria) e Byron Luiters (contra-baixo).

Formação original

O grupo já lançou dois álbuns de altíssima qualidade, sendo que o último deles garantiu o disco de platina no cenário musical australiano, tendo atingido o top ten das rádios locais no ano de 2003. A banda ganhou ainda o prêmio ARIA de melhor lançamento independente em 2001 pelo álbum Three, além de ter sido indicada a três outros prêmios. O álbum foi lançado em mercado norte-americano em 2002, ano em que participou de tournê no país com Dave Matthews Band John Mayer.

Álbuns lançados: John Butler (1998); Three (2001); Sunrise Over Sea (2004); Grand National (2007); April Uprising (2010)

John Butler Trio segue um estilo ainda não muito conhecido e apreciado no Brasil, mas isso não significa que o som não tenha qualidade. Pelo contrário, o grupo esbanja criatividade e habilidade no trabalho com a música, o que faz com que quem conheça a banda jamais se esqueça do seu som característico.

Para baixar o torrent da discografia de John Butler Trio, clique aqui.

Frases do filme “Na Natureza Selvagem”

Até hoje, um dos filmes mais importantes pra mim. Daqueles que, depois que tu vê, é como se passasse a fazer parte de ti, da tua história. Na Natureza Selvagem (Into The Wild) é O filme. Bom trabalho do Sean Penn…

Lembro que, assim que vi o filme pela primeira vez, fui procurar na internet algumas falas que eu queria copiar. Hoje deu vontade de postá-las aqui.

Aí vão elas…

“There is a pleasure in the pathless woods; / There is a rapture on the lonely shore; / There is society, where none intrudes, / By the deep sea, and music in its roar; / I love not man the less, but Nature more… /  (Lord Byron)

“I read somewhere… how important it is in life not necessarily to be strong… but to feel strong.” (Christopher McCandless)

“Some people feel like they don’t deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past.” (Christopher McCandless)

“I’m going to paraphrase Thoreau here… rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness… give me truth.” (Christopher McCandless)

“If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed.” (Christopher McCandless)

“When you want something in life, you just gotta reach out and grab it.” (Christopher McCandless)

“Happiness only real when shared.” (Christopher McCandless)

“Society, man! You know, society! Cause, you know what I don’t understand? I don’t understand why people, why every fucking person is so bad to each other so fucking often. It doesn’t make sense to me. Judgment. Control. All that, the whole spectrum. Well, it just…” (Christopher McCandless)

“You don’t need human relationships to be happy, God has placed it all around us.” (Christopher McCandless)

“Two years he walks the earth. No phone, no pool, no pets, no cigarettes. Ultimate freedom. An extremist. An aesthetic voyager whose home is the road. Escaped from Atlanta. Thou shalt not return, ‘cause “the West is the best.” And now after two rambling years comes the final and greatest adventure. The climactic battle to kill the false being within and victoriously conclude the spiritual pilgrimage. Ten days and nights of freight trains and hitchhiking bring him to the Great White North. No longer to be poisoned by civilization he flees, and walks alone upon the land to become lost in the wild.” – Alexander Supertramp May 1992

“The sea’s only gifts are harsh blows, and occasionally the chance to feel strong. Now I don’t know much about the sea, but I do know that that’s the way it is here. And I also know how important it is in life not necessarily to be strong but to feel strong. To measure yourself at least once. To find yourself at least once in the most ancient of human conditions. Facing the blind death stone alone, with nothing to help you but your hands and your own head.” (Christopher McCandless)

“The freedom and simple beauty is too good to pass up…” (Christopher McCandless)

Peter, Bjorn & John

Pra quem gosta das bandas independentes suecas, aí vai mais uma. Realmente vale a pena ouvir…

Young Folks foi um single lançado em 2006 que fez sucesso, principalmente no Reino Unido. Até o momento, é a canção mais conhecida do trio (Peter Morén, Björn Yttling e John Eriksson) que contou com a participação de Victoria Bergsman (do grupo The Concretes).

Se você gostou e quer saber mais, a Santa Wikipédia lhe oferece mais informações sobre a banda: http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Bjorn_and_John

Até o próximo post…


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