Leitura de férias: Goethe e Yalom

Aí está, dois autores que escolhi para ler nessas férias que já estão quase no fim: Irvin Yalom e Johann Goethe. O que posso dizer é que não me arrependi da escolha, pois ambos se apresentaram a mim como excelentes autores. Nunca havia lido nada de ambos, então selecionei a obra-prima de cada um: Quando Nietzsche chorou (Yalom) e Os sofrimentos do jovem Werther (Goethe).

Os sofrimentos do jovem Werther é o tipo de livro que eu chamaria de importante, não apenas pela beleza da escrita de Goethe, mas pela profundidade com que ele aborda a psique humana. Tudo bem, é realmente uma boa história, todos um dia sofrerão por amor, talvez nem todos tenham o mesmo desfecho de Werther ao não ser correspondido por sua amada. Entretanto, o mais importante nesse livro nem é tanto a história, o romance, e sim as reflexões que Werther vai fazendo no decorrer das cartas que vai escrevendo a seu amigo, Wilhelm. Sim, o livro é do tipo epistolar, ou seja, é todo escrito na forma de cartas de Werther a seu melhor amigo e confidente. As reflexões de Werther e seus pensamentos sobre a vida, a sutileza e profundidade de alguns comentários que faz sobre assuntos diversos são marcantes nesta obra. É o tipo de livro interessante de ser relido de tempos em tempo e, certamente quem gosta de sair anotando frases dos livros que lê terá um bocado delas para registrar ao ler este livro.

O livro do Yalom eu já tinha há tempos, uns três anos mais ou menos, mas nunca tinha me interessado em ler. Até que decidi dar um crédito e ler as primeiras páginas. O livro é incrível, rico em detalhes a respeito do surgimento da psicanálise, bem como de como era a sociedade conservadora no seio da qual essa nova “ciência da mente” surgiu. As personagens eminentes que aparecem nessa história, tais como Nietzsche, Freud e o médico Josef Breuer são retratados de maneira envolvente e suas vidas se intercruzam em uma ficção bolada inteligentemente por Yalom. Este construiu sua ficção quase que totalmente embasado em dados concretos, e parece ter estudado a fundo as obras de Nietzsche para tentar construir o mais fidedignamente possível a personalidade do filósofo diante do leitor. Leitura muito prazerosa e instigante.

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